segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Meu favorito.



Muitas vezes me perdi no tempo como me perco quando vejo aqueles olhares me cercando
Entre uma vasta floresta de vozes,
pior ainda,
Vozes que ecoam sem nenhum sentido concreto ou substancial
Que mergulham em nosso ouvidos frágeis e incertos
Incertos a cada sentido que nos é emitido
A cada momento vivido

Zero



"Era fácil ver mortes e revoluções nos cinemas, nas fotografias e nos livros de história. Agora, José, você vê tudo isso ao seu lado. E a morte é verdadeira, o sangue é mesmo, a revolução caminha. Você está nela, queira ou não [...]. Pense que, daqui para a frente, os ferimentos vão doer e as pessoas vão sofrer por sua causa, assim como você vai sofrer por eles"
 
 
 
 
Zero, Ignácio de Loyola Brandão

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quae est ista?


Como és bela, ó minha flor!
Como és agradável entre todas as mulheres!
São melhores que o vinho teus amores!
Mais prazerosa que a aurora tuas carícias!
Mas, ainda que posso nomear-te a mais bela entre as moças,
Quem és tu, ó minha amada?
Quem realmente sois por detrás desta loura estrela
Que contemplava eu, suspirante, ao observar o céu?
Admirar-te faz-me encher de indagações
E, junto a mim, perguntam-se os anjos todos:
Quem é essa mulher formosa?
Terrível como cavalheiros na batalha?
Tão gigante como o sol e a lua
Que, aos marinheiros errantes, é guia certeira?
Mostra-me Tua face, ó minha bela,
Pois Tua voz é suave e Teu rosto é lindo!
Tua vestimenta é alva como a neve!
Qual lírio cheiroso entre espinhas duras,
Tal sois Vós, minha companheira, entre as criaturas!

- Victor Moreira (versos meus)

Texto de Outro


 "SRI LANKA, quem sabe? Ela me diz, morena e ferina, e eu respondo por que não? mas inabalável continua: você pode pelo menos mandar cartões-postais de lá, para que as pessoas pensem nossa, como é que ele foi parar em Sri Lanka, que cara louco esse, hein, e morram de saudade, não é isso que te importa?

Devaneios de uma mente sem fim


''A liberdade é o oxigênio da alma.''

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Carpe Diem em foco

"De mau no mundo considero apenas isto: aquilo que me impede de ter todo o prazer que me cabe nas circunstâncias da liberdade" (Discurso de um jovem moderno)


"(...) Conversando com os sonhos, brincando de ser juiz no repousar de minha autonomia e responsabilidade, vi-me num vale de lágrimas, sobre dois horizontes distintos. Dum lado, encontrava-me a mercê duma vista brilhante. Suas luzes vinham, sorriam, encantavam e sumiam, como fogos de artifício no cenário poluído da cidade. Sobre seus átrios, erguiam-se os mais sensuais dos edifícios, sempre prontos a oferecer um café preto e apetitoso. As paixões e entusiasmos daquele lugar eram estridentes, ardentes, flamejantes. Seus súditos vestiam-se de roupas divertidas, que despertavam em todo transeunte sensualidade implícita, mas quase devorante. Esta, num repente olhar, fazia reflexo do sol negro, contribuindo para arder, qual fogueira sobre a relva, os dizeres enxadrezados: carpe diem quam minimum credula postero..."

- Victor Moreira (texto de minha autoria)