segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Utopia de gigantes


Seres utópicos
De sete cores diferentes
De sete vidas diferentes
Se transformam a cada primavera
Se misturam, confusos, a cada inverno
Trazem a alegria e o sofrimento
São os extremos
Pólo sul e pólo norte
Se transformam de sorriso à lágrimas
Banham-se nas profundezas marinhas
Com o doce aroma de viver
E morrer

It's the most wonderful time of the year


Cartões de Natal
Coloridos, tão iguais!
Mas este, ah... o amor...
- Teruko Oda

Reação em foco

Qual o sentimento ao ver esta imagem? 


domingo, 5 de dezembro de 2010

A vida é um constante recomeço.



      “Recomeçar é doloroso”- mas faz-se necessário, acrescentaria eu à citação de Caio Fernando Abreu. Todo recomeço exige deixar para trás conceitos,valores e adequações que não deram certo no passado. É despir-se do seu antigo ‘eu’ e buscar um novo caminho. Mas como somos apegados! No fundo queríamos que tivesse dado certo, e então tentamos refazer o mesmo caminho, na esperança de que dessa vez as coisas sejam diferentes.
      Muitos vivem em um passado presente. Não perdoam os erros cometidos, não se conformam com a perda de um ente querido... e deixam de viver. Simplesmente respiram, andam, executam suas atividades e aquela solidão os acompanha. A vida acaba se tornando morna. Que não pesemos à vida, mas,também, não deixemos ela simplesmente nos levar.
      Não chore pelo o que não deu certo e tire daí sua decisão de recomeçar. Não fique parado, não espere que recomecem por você. Há tantas maneiras de trilhar um caminho, e recomeçar é uma oportunidade maravilhosa de crescer. Com ou sem a pessoa que você deseja. Com ou sem um plano.

Prólogo


Não quero café morno
Nem metade do pão
Não gosto de meio termo, de nada que não me domina
Ou tenho, ou não tenho
Oito ou oitenta
Ou sim, ou não
Nunca talvez
Quero você
Quente e inteiro
Ou então
Saia do meu porta retrato
Pois obras não terminadas
Não permanecem aqui!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Amor Barato [Parte 2]


Começaram a conversar, assuntos do cotidiano. Ele falava sobre a faculdade de psicologia que estava fazendo, que morava sozinho desde os 15 anos e que nunca se deu muito bem com as pessoas. Falava sobre a vida dele, contava sobre os diversos psicólogos que procurou, que não os achava humanos, mas, mesmo assim, queria ser um. Queria ajudar os outros para se ajudar. A moça não falava, respondia o que ele perguntava, ficava impressionada com o vocabulário do jovem, com o respeito que tinha com ela e com seu jeito interessante de analisar as coisas. Não era acostumada a conversar com seus clientes, eram todos safados que apenas queriam algumas horas de prazer.
As horas passaram, ela se foi. Ele a pagou e marcou outro horário, na semana seguinte. Ela riu e disse ''Tem certeza que isso irá lhe ajudar?''. Ele riu e disse ''Só assim encontrarei respostas para coisas que nem perguntei''. Ela saiu, desmarcou o horário da noite, queria refletir sobre o ocorrido. Foi para a pensão e deitou. Ficou lá, inerte, refletindo sobre o jovem. Se sentia estranha, ansiosa para chegar a semana seguinte, queria voltar e saber mais sobre o garoto. Pensou, bloqueou aqueles pensamentos. Não poderia se envolver com aquele garoto, era muito risco.
Acendeu um cigarro, levantou-se da cama e foi ao banheiro. Tomou um banho gelado e dormiu. Sonhou com o garoto, um sonho terno e maravilhoso. Sonhos que ela nunca teve em sua vida inteira. Acordou assustada, com medo do sonho, medo por ele ser tão bonito, por ele não parecer com sua realidade. Acendeu mais um cigarro e pensou, negou, riu. Voltou para cama, decidiu não ver mais o rapaz.

Contra Correntezas...

"Sou mesmo contra a corrente. Contra toda e qualquer corrente, aliás. Contra os elos de ferro que formam cadeias e servem para impedir o movimento livre. E contra a correnteza que na água tenta nos levar para onde não queremos ir. No fundo, tenho lutado contra correntes a vida toda. E remado contra a corrente, na maioria das vezes. Quando as maiorias começam a virar uma avassaladora uniformidade de pensamento, tenho um especial prazer em imaginar como aquilo poderia ser diferente."
- Ana Maria Machado